... e deixaram-na entregue aos lavradores da primeira aldeia que toparam. A aldeia demorava às abas do Monte Córdova, serra que se empina e ondeia com as fragosissimas encostas até à vila de Santo Tirso.
In A Bruxa de Monte Córdova, pp 178-Camilo Castelo Branco

7 de janeiro de 2016

Abóbora Chila

 Ainda vamos a tempo de fazer o doce de Chila.
Costuma dizer-se que é o último doce caseiro do ano mas que, no nosso caso, vai ser o primeiro.
O processo para o fazer é o mesmo que vem do tempo das nossas avós e que toda a gente sabe e faz

22 de dezembro de 2015

É Natal


A todos os amigos e visitantes do Horta de Codeçais endereço votos de boas-festas de Natal e um novo ano com tudo de bom.

19 de novembro de 2015

Araçá amarelo

Araçá amarelo, pelo terceiro ano consecutivo muito produtivo, ao contrário do vermelho, que também temos e que apesar de estar bem mais desenvolvido poucos frutos nos tem dado.
Não damos muita utilização aos seus frutos ( exceção para sumo e comer alguns ao natural), mas gostamos de ver e ter estas espécies porque têm folhagem permanente e é dos poucos arbustos frutíferos nesta altura do ano.

13 de novembro de 2015

Esterco de cabra

Ter estrume em quantidade suficiente para a necessidade das nossas culturas é uma constante preocupação na medida em que mantemos a prática de evitar os quimicos. Temos vindo a utilizar estrumes de cavalo, de bovinos, de galinácios e até a compostagem caseira mas pela primeira vez iremos utilizar o esterco de cabra.

Há alguns dias atrás, o vizinho e amigo sr José Ferreira bateu-nos ao portão trazendo uma boa carga de estrume das suas cabras ( que Deus conserve os bons vizinhos ) e com a sua experiência nos avisou e ensinou a utilizar este estrume: - deixar curtir 2 ou 3 meses e estender em manta pelo terreno.

Mesmo a tempo de o utilizar para a sementeira da batata que, segundo ele, é o melhor estrume. 

6 de outubro de 2015

Dióspireiro

... coroa-de-rei partido devido ao peso dos frutos e à forte ventania, desta manhã, cá por estas bandas. De tarde, com alguma melhoria no tempo e alguns raios de sol deu para avaliar as consequências da chuva e do vento.
Temos árvores tombadas e ainda outras com estragos mais ou menos significativos mas o dióspireiro deixa mais pena pela grande quantidade de frutos que tinha e que não se aproveitam por estarem longe da maturação.

23 de setembro de 2015

Uvas...

São servidos?
agradável perfume a morango que estas uvas exalam... 
Pelo cheirinho  estão identificadas.
Uva de vinho de cor escura e sabor frutado  lembra o aroma de morango.


É uva "americana"( veja-se nosso post de 18 novembro de 2010) a tal que fazia e ainda vai fazendo fartura nos pipos do pequeno lavrador nas terras do vinho verde. 
Ano abundante em quantidade e doçura comparável com 2010.

15 de setembro de 2015

Feijão-da-espanha

Dia de chuva intensa que impede alguns trabalhos no campo...mas deixa algum tempo livre para actualizar o blog com novo post...

Há dois anos atrás grande parte das nossas sementes de feijão rajado - para consumir como vagens ou feijão verde - foram devoradas pelo gorgulho. Ao aproximar-se a altura de o meter à terra, por acaso, compramos um pacotinho de semente numa dada superfície comercial com indicações em vários idiomas, excepto português, e que traduzimos como feijão espanhol.
Sem grandes expectativas fizemos a sementeira e a colheita pode-se dizer que foi o normal a par da produção do nosso feijão rajado mas colhemos igualmente a semente.
Este ano ( 2015) a produção de vagens, quer na quantidade quer no tamanho, superou e muito o nosso tradicional feijão.
Há muito que utilizamos redes para o feijão trepar e a altura das redes foi pequena tendo chegado muito próximo dos 3 metros e notamos que a flor era de tom alaranjado, quando a flor do outro feijão varia entre o branco e o rosa.
Tudo isto despertou a nossa curiosidade para uma rápida pesquisa na net e afinal designa-se por... feijão-da-espanha.

Resta-nos esperar por uns dias de sol para colher as vagens secas para semente mas mesmo assim já dá para comparar na foto as duas variedades...

... e lá fora o mau tempo continua com muita chuva e forte ventania.




10 de setembro de 2015

Inverno aproxima-se

...e há que acautelar a lenha, mantendo-a bem seca, para o conforto no inverno.
Não tivemos o trabalho de a rachar mas arrumar, isso sim, por isso se diz que a lenha aquece duas vezes... ou mais.  

22 de agosto de 2015

Cabacinha...

... trepa, trepa.

Este ano a cabacinha escolheu para trepar... o dióspireiro e está a derrear os canos da árvore.


Quase sempre tem escolhido como suporte as vides, mas desta vez preferiu um lugar mais soalheiro e talvez por isso ainda tem flor.

22 de julho de 2015

Ameixoeira...

... black gold de tão carregada com frutos, com a ajuda do vento, partiu um ramo.
E como ainda faltam algumas semanas para a maturação o melhor será apoiar outros ramos para não acontecer o mesmo a esses.

7 de julho de 2015

Cebola de dias grandes


Já levantamos uma parte da nossa cebola dos dias grandes, como por aqui se diz.

Não façam caso desta mistura de vermelha, amarela e até alguma branca ( resultou de falta de cuidado ao guardar as sementes) e para já é toda ela de bom calibre.

Agora, esta e a que falta levantar necessitam da cura pela secagem tendo em conta o seu armazenamento de mais ou menos longa duração.

30 de junho de 2015

Damascos

Ano muito bom na colheita de damascos.
É com esta magnifica fruta que fazemos o primeiro doce em cada ano.

28 de junho de 2015

Hortênsias


Hortênsia (Hydrangea macrophilla)
 …Na maior parte das espécies de Hydrangeas as flores são sensíveis ao PH, sendo as flores de cor roxa escura ou azul cobalto prevalecentes em solos mais ácidos, enquanto a cor branca ou verde clara indica que o solo é neutro e a cor de rosa resulta de terrenos alcalinos.”

Por cá, estas magnificas flores são muito comuns e são chamadas de granjas.

As publicações sobre o assunto referem as particularidades do solo como sendo determinantes nas cores, mas… será que é assim como descrito? Junto ao nosso alpendre tal não acontece como se verifica pela foto. Estas são resultantes de estacaria que  efetuamos no ano passado e que mantiveram as cores de origem no mesmo terreno lado a lado plantadas.

5 de maio de 2015

Batata doce

A nossa prática no cultivo de batata doce é muito residual, limitamos o seu plantio a um pequeno canteiro mais para preservar práticas antigas e não desconhecemos a suas vantagens alimentares.
Fazemos ao jeito das nossas avós, como se fossem arranjos de cozinha dentro de vasilhas de vidro a ganhar  raízes e ramas.

Nesta altura do ano  retiramos os "pézinhos" de rama da própria batata doce e transplantamos para a terra tendo o cuidado de a manter sempre com humidade suficiente para assegurar o enraízamento.
Lá para o fim do verão é altura de arrancar as batatas e confeccionar algumas receitas, tal e qual como no tempo das nossas avós, cá por estas bandas...

15 de abril de 2015

Cebola de inverno

No que respeita`ao cultivo da cebola vai já no terceiro ano que plantamos o chamado cebolo de dias curtos ou de inverno e temos razões para insistir, principalmente porque nos dá muito menos trabalho, sobretudo menos ervas para arrancar e pouca rega.

No primeiro ano não foi grande coisa, diria até desmoralizador mas, no segundo, tivemos sucesso e  este ano a cebola já aparenta uma boa colheita, plantada na última quinzena de novembro para ser colhida dentro de 5/6 semanas.

A prática do cultivo de cebola por estas bandas é, por via de regra, plantar em março a chamada cebola dos dias grandes para ser colhida entre julho e agosto. Nós também o fazemos e não notamos diferença nenhuma no aspecto da conservação entre uma e outra cebola
 

7 de fevereiro de 2015

Chuchu

Ainda vai tempo bastante frio para os plantar, mas o facto é que estes chuchus estão bem "prontinhos" e a pedir terra... Vamos aguardar mais alguns dias e para a próxima semana lá teremos que o fazer.
O ideal seria quando as temperaturas estivessem mais amenas porque o chuchu não gosta de frio e corremos o risco de se perderem.
São algumas das variedades conhecidas e caso frutifiquem é nossa intenção ver qual é a mais produtiva.

Do chuchu nada é desperdiçado. Os frutos, as folhas e as pontas dos ramos são comestíveis, embora seja mais utilizado em culinária na substituição da batata.