... e deixaram-na entregue aos lavradores da primeira aldeia que toparam. A aldeia demorava às abas do Monte Córdova, serra que se empina e ondeia com as fragosissimas encostas até à vila de Santo Tirso.
In A Bruxa de Monte Córdova, pp 178-Camilo Castelo Branco
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22 de agosto de 2013

Feijão verde e abóbora porqueira...

... de bom e de mau ano de colheita.
Nestas duas últimas semanas a colheita diária de feijão verde tem rondando entre mais de 1kg e 1,3kg excedendo largamente o consumo cá da casa e ainda bem que é assim porque nos permite congelar para consumir mais tarde.
De péssimo ano tem sido a produção de abóbora porqueira. Das muitas dezenas semeadas não conseguimos colher, até hoje, uma só que seja para guardar e consumir mais tarde. Nunca tal nos tinha acontecido. Começam por amarelecer e apodrecem sem chegar a tamanho razoável de colher.
A mãe do nosso " mestre de lavoura" diz-nos que é por passarem sede. Achava  estranho porque temos abundância de água, mas... afinal tenho de concordar que seja essa a razão. Ao arrancar alguns pés de abóboras verifiquei a existência de galerias escavadas pelas danadas das toupeiras. Temos esta praga a competir com as culturas e pouco ou nada podemos fazer.


13 de julho de 2011

Toupeiras

São uns verdadeiros diabretes, as toupeiras: escavam galerias por onde lhes apetece, quer seja pelo jardim, pela horta e no pomar e, é claro, estragam ou destroem. Que bom seria encontrar a solução...
Já tentamos vários processos sem resultados dignos de realce, cujo rol é digno de ser mencionado, nomeadamente, espalhar cinza nos buracos,  colocar garrafas de plástico cortadas em tiras com o gargalo enterrado no orifício, o repelente "flortis", ratoeiras e até o encharcamento das galerias com água. Também já experimentamos o uso de químicos, nomeadamente o "phostoxin"... sem resultados visíveis.

No pomar é onde se nota e são mais visíveis "as pegadas" das danadinhas toupeiras, tendo já causado o emurchecimento de algumas árvores mais jovens.
O encharcamento das galerias com água, aparentemente,  é um processo  eficaz. A água invade e destrói as galerias, ninhos e as reservas alimentares por lá acumuladas, obrigando-as a abandonar as áreas onde se instalaram, ou mesmo matando parte delas. 
O problema é que, nos pomares, o alagamento deve ser feito em períodos curtos de modo a não matar as árvores por asfixia das raízes. Ora, combater o mal causando outros males... nem sempre é a melhor solução.

Desta vez recorremos à opinião do - mestre de lavoura - Joaquim Abílio, que não adiantou nada sem antes enfiar o dedo indicador em vários pontos de uma galeria. Para quê e porquê... também nada nos disse, mas sempre foi adiantando que: -" o problema  talvez se resolva pondo pontas de mato verde nas entradas."


Bem, assim fizemos e vamos aguardar pelos resultados.