... e deixaram-na entregue aos lavradores da primeira aldeia que toparam. A aldeia demorava às abas do Monte Córdova, serra que se empina e ondeia com as fragosissimas encostas até à vila de Santo Tirso.
In A Bruxa de Monte Córdova, pp 178-Camilo Castelo Branco
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4 de janeiro de 2011

Matar saudades... pelo Natal (1)

Na véspera  de Natal  fomos a Mentrestido, concelho de Cerveira, visitar as pessoas de quem nos afastamos desde Setembro e com quem lidamos durante anos, que nos foram muito úteis a tratar da propriedade do Cordão da Granja e que muito nos ajudaram a respeitar, a compreender e a amar a terra mãe na sua fecundidade quando verdadeiramente respeitada.
As saudades da srª Maria da Granja ( vai na bonita e rija idade de 87 anos) eram muitas e gostamos muito de a voltar a ver. Falamos de tudo e até do Manel "Galaró", do Zé da "Clara", da Cândida "Calçada", do Manel "Costinha" e tantos outros... um desfiar de lembranças. O tempo correu depressa.

Enquanto carregavamos algumas abóboras,em jeito de despedida a  Srª Maria da Granja presenteou-nos com ovos do seu galinheiro ainda quentes e sujos. E... como não podia deixar de ser, um conselho: -"deve-se guardar as pívedas das abóboras com mais verrugas". 

Nas aldeias desta região, trabalhar a horta, a recolha das sementes e sua conservação para a sementeira seguinte é uma tarefa habitualmente realizada pelas mulheres. Vem daí o saber pela experiencia, não duvidamos.


Logo que acabamos de regressar tratamos de fazer doce de abóbora. A receita é vulgar, deixando cozer em lume brando mais de três horas. Enchemos alguns frascos com doce misturado com nozes e amendoas e outros simples, sem frutos secos.
Mais umas doçuras a juntar a outras na mesa de Natal.