... e deixaram-na entregue aos lavradores da primeira aldeia que toparam. A aldeia demorava às abas do Monte Córdova, serra que se empina e ondeia com as fragosissimas encostas até à vila de Santo Tirso.
In A Bruxa de Monte Córdova, pp 178-Camilo Castelo Branco

6 de setembro de 2011

Vinha suspensa... ou quase

Não deixa de ser original fazer vindima sem ter um palmo de terra , melhor dizendo, colher as uvas de chão de pedra e sacada em ferro no alto de um prédio.
Um exemplo que pode ser seguido por quem gosta de ter o campo à porta sem ter que se deslocar para lado nenhum, basta para isso ter um vaso e alguma imaginação ( até  pássaros estão lá , em gaiolas).
Esta singularidade pode ser vista no parque Dª Maria, em plena cidade de Santo Tirso

30 de agosto de 2011

Agricultura biológica? Perda de tempo.Não, não vale a pena

Foram estes e mais alguns os termos utilizados pelo amigo e vizinho Silva, absolutamente desalentado. 
-" quilos e quilos de batata podre para deitar fora, a couve penca e a couve tronchuda cheia de piolho, o feijão a mesma coisa, a couve galega cheia de joanas, as courgetes e as abóboras cheias de mildio com os seus poucos frutos queimados talvez pelo sol... Já com a cebola a época não correu bem, grande parte da sementeira dos alhos também se perdeu...é uma perda de tempo, não vale a pena continuar a insistir. À m... com a cultura biológica. Terei de usar os químicos para não dar por mal empregue o tempo gasto ." Mais adiante ainda afirmou: - ..." se os pesticidas fizessem assim tão mal à saúde já estaríamos todos mortos. É uma treta."
O amigo Silva fez questão de me mostrar o mísero estado da sua horta e de me mostar a quantidade de batata que apodreceu depois de colhida e arrecadada em local bem ventilado. Como já estavam na montureira, a foto ilustra apenas, como exemplo, o tipo de podridão ocorrida na batata. Alguém pode ajudar a determinar o tipo de podridão? Seria borboleta? É dificil apontar uma causa... De facto não há palavras de encorajamento nestas situações, não há porque não valem nada perante a realidade dos factos.
Aqui pela Horta apesar de não ter corrido bem algumas culturas ( acrescentaria que algumas foram de maus resultados), ainda não desistimos de teimar no biológico.
      

19 de agosto de 2011

Sementes de melão casca de carvalho

Estamos em pleno Verão e as festas, arraiais e feiras de produtos da terra multiplicam-se em todo o País. É o caso da feira/concurso de melão casca de carvalho que se realiza anualmente em Santo Tirso com produtores deste concelho. Neste último fim de semana assim aconteceu e lá estivemos a "deitar o olho" e apreciar esta delícia da natureza.
Ao caír da tarde e findo o concurso - que tem o patrocínio da Câmara Municipal na atribuição de prémios -, fomos presenteados com uma quantidade razoável de sementes dos exemplares classificados em 1º e 3º lugares. Ficamos encantados como não podia deixar de ser.
Curiosamente, já no ano passado tivemos a oportunidade de saborear e trocar breves impressões com alguns desses produtores e que para tanto nos possibilitou a presença simpática do responsável do pelouro da edilidade tirsense, dr. José Pedro Machado.
Quando estavamos com intenções de abandonar o local do concurso, surge-nos o vizinho e amigo Silva, também ele com algumas sementes, que em jeito de confidência nos diz que lhe asseguraram que para ter sucesso na plantação deste tipo de melão se deve secar as pevides sem as lavar.
Será mesmo assim? Bem, pelo sim pelo não, fizemos dois pequenos montículos; um deles lavamos as pevides e o outro não. Agora resta esperar pelo tempo próprio e cá estaremos para dar conta dos resultados.
Ah!, já esquecia  outra "dica"  que escutamos em conversa alheia: -"... germinam melhor se as pevides tiverem dois anos."
Também desconhecíamos esta particularidade e agora resta esperar pela Primavera. 

13 de julho de 2011

Toupeiras

São uns verdadeiros diabretes, as toupeiras: escavam galerias por onde lhes apetece, quer seja pelo jardim, pela horta e no pomar e, é claro, estragam ou destroem. Que bom seria encontrar a solução...
Já tentamos vários processos sem resultados dignos de realce, cujo rol é digno de ser mencionado, nomeadamente, espalhar cinza nos buracos,  colocar garrafas de plástico cortadas em tiras com o gargalo enterrado no orifício, o repelente "flortis", ratoeiras e até o encharcamento das galerias com água. Também já experimentamos o uso de químicos, nomeadamente o "phostoxin"... sem resultados visíveis.

No pomar é onde se nota e são mais visíveis "as pegadas" das danadinhas toupeiras, tendo já causado o emurchecimento de algumas árvores mais jovens.
O encharcamento das galerias com água, aparentemente,  é um processo  eficaz. A água invade e destrói as galerias, ninhos e as reservas alimentares por lá acumuladas, obrigando-as a abandonar as áreas onde se instalaram, ou mesmo matando parte delas. 
O problema é que, nos pomares, o alagamento deve ser feito em períodos curtos de modo a não matar as árvores por asfixia das raízes. Ora, combater o mal causando outros males... nem sempre é a melhor solução.

Desta vez recorremos à opinião do - mestre de lavoura - Joaquim Abílio, que não adiantou nada sem antes enfiar o dedo indicador em vários pontos de uma galeria. Para quê e porquê... também nada nos disse, mas sempre foi adiantando que: -" o problema  talvez se resolva pondo pontas de mato verde nas entradas."


Bem, assim fizemos e vamos aguardar pelos resultados.

7 de julho de 2011

Conservação da batata

A nossa batata já foi colhida hà 10 dias e, em jeito de balanço, é agradável dizer que  foi uma colheita abundante. De seguida surgiu o problema da conservação sem o uso de químicos porque armazená-la em local escuro, fresco e seco pode não ser suficiente. Todos conhecemos formas diferentes de a conservar em consequência da nossa própria experiência ou alheia e decidimos optar pelo armazenamento em cama feita com palha seca, tapada com ramos de folhas de eucalipto a fim de evitar a borboleta.

23 de junho de 2011

Adivinhar o futuro...

... com um ovo dentro de um copo com água. 
Estará certamente em desuso mas, por aqui, em dia de S. João as moças casadoiras ( e as outras ) tentavam adivinhar o seu futuro, principalmente o oculto anseio do casamento.

Ora vamos lá ao lado prático deste costume: - parte-se o  ovo dentro de um copo com água ao meio dia. Seguidamente  cobre-se o copo com uma toalha, reza-se três vezes o Credo e expõe-se ao sol durante meia hora no peitoril de uma janela. Se a clara do ovo dentro da água toma a forma de pinúculos à semelhança de torre de igreja  é casamento, de um caixão morte,  de um navio embarque,  de elos ou círculos sobrepostos fortuna, de uma montanha riqueza em terras.

Nem sempre as imagens se apresentam com estes contornos bem definidos, mas é fácil ver nelas o que se deseja.
Muitas gerações acreditaram neste costume e hoje ainda haverá quem acredite nesta forma de adivinhação? Se fosse fiável todos tentariam ver, por antecipação, o futuro. O mundo dos nossos dias não se compadece destas ingenuidades e anseios!
O assunto de hoje vem à baila por duas razões. A primeira por ser véspera de S. João e depois porque este costume supersticioso é um pouco diferente de outras regiões do país. A costumeira geral e sem tantos detalhes é fazê-lo na noite de 23 para 24 e na manhã seguinte ver o resultado.

14 de junho de 2011

Estrume de cavalo

Estamos sempre a aprender! Lá diz o ditado...
Fomos buscar umas cargas de estrume de cavalo ao picadeiro do amigo Julio Pinheiro e estavamos a fazer a amontoa do estrume separando com manga de plástico a cama feita de serradura sem palha quando aparece  o Joaquim Abílio. Tinha de ser. Para não variar lá foi sentenciando em jeito de mestre de lavoura que o estrume de cavalo é bom, mas o de coelho é ainda melhor, disse.
Ficamos um pouco embasbacados com o desplante sentencioso despropositado, mas mexer os braços ou dobrar as costas... nada, não é com ele.
Perante o nosso silêncio, lá continuou  em tom de quem não tem dúvidas. - O estrume de cavalo tem de ser muito bem curtido, aí coisa de mais ou menos um ano e se o estrume da cama tiver palha é mais depressa. Depois, quando se deitar na terra deve-se desfazer com água.

Bem, reconheço que não tenho experiência na utilização deste tipo de estrume e tenho dúvidas se o Joaquim Abílio terá razão nessa coisa de desfazer com água antes de deitar à terra. O nosso  amigo JP que nos arranjou o estrume, aconselhou a utilizá-lo depois de bem curtido, simplesmente espalhando-o na terra.
É dos books que, este tipo de estrume é considerado um fertilizante e traz melhoramentos às características físicas e químicas do solo.
Perante tudo isto, lanço um desafio aos amigos visitantes que queiram dar a sua opinião, partilhando experiências...

2 de junho de 2011

Coruja bebé

Não fosse o mero acaso de o Manuel ter "topado" com esta coruja bebé meio escondida na vegetação e... abordar num post o assunto sobre corujas era algo que não me ocorreria.  Mesmo assim, não sei se é assunto que mereça grande atenção porque a Coruja não é uma ave que atraia muita predileção, bem pelo contrário, ave nocturna que pelos sons que emite, diz o  povo, é uma ave agoirenta.
O seu  huu... huhuhuhuuuu...hu, guincho longo e trémulo, não será das melhores melodias para serem ouvidas em noites de insónia, ou para nos acompanhar a altas horas da noite em locais mal iluminados, mas cada ser tem a voz que o criador lhe deu!
Esta coruja bebé, certamente, não terá resistido à tentação da vertigem radical do seu batismo de voo planado e ... pumba, só parou no chão.
Deixá-la no local onde foi encontrada - eventualmente ser alimentada ou não pela fêmea -  certamente seria um alvo fácil de qualquer outro animal predador  e, nessa conformidade, porque julgamos ser uma das espécies protegidas, sugerimos ao seu achador dar conhecimento ao SEPNA da GNR.

ps: julgo tratar-se de uma coruja-do-mato (strix aluco) e que me perdoem os especialistas se para tanto estiver errado

31 de maio de 2011

Agradecer... com cerejas

... enquanto é tempo porque não somos donos do tempo e a vida passa ligeira, a correr, a correr!
Até parece uma missiva de mau presságio mas oxalá não seja. Decorreu  o mês de Maio sem colocar nada de novo no blog, não que a razão tenha sido falta de assunto mas sim , porque a dita "vida" se lembrou de  nos condicionar com imponderáveis e, agora - ao contrário dela - caminhamos numa recuperação algo  lenta.
Agradecer é o mínimo que posso e devo fazer a todos os  amigos que visitam este blog, muito particularmente  a Eugénia - Horticasa; Antónia e João - Quinta das Mogas; Maria Costa - Quinta da Ribeira; Ana Ramon - Paixão dos Sentidos; Ana Maria B. - O Jardineiro Amador; Cristina Reb- As Minhas Plantas;  Rui Esteves; PituxaSilva; mORFeu; Nuno Aleixo; Antónia Guerra; Kastanon; Allpe;Joaquim Nascimento ( ai, está a faltar alguém...)
Cerejas,doçura da terra (óleo s/ tela original de António Assunção)
A chamada blogosfera tem esta coisa fantástica de gerar afinidades de interesses entre as pessoas mesmo sem conhecimento pessoal.


O agradecimento é extensivo ao blogs: Bolbos em Flor, Cerrado do Moínho, Lavourablog; AMES-Projecto Hortas Pedagógicas, Quinta do Sargaçal, Quinta Nemus, Terramanhada , que sigo com regularidade e com os quais também se aprende... e muito

1 de maio de 2011

Giestas... a tradição do burro maio

O assunto de hoje não tem nada de novo mas a tradição por estas bandas ainda carrega o peso de muitos maios às portas e janelas. E o exemplo de semelhante tradição está no nosso portão florido, pela manhã, com um pé de giesta amarela. 
Porquê? - pela tradição. Por quem? - suspeitamos. Seja como for agradecemos o gesto.
Aqui a tradição impõe a colocação do raminho de giestas  no primeiro dia de Maio para impedir que o burro (leia-se diabo em forma de asno) não dê coices nas portas.
Como surgiu a tradição de colocar nas portas e janelas das casas e nas cortes do gado pequenos ramos de giestas amarelas no primeiro dia de Maio?
Contam-se muitas histórias e estórias sobre as razões e as origens deste costume tão antigo em quase todo o País, variando, muitas vezes, de lugar para lugar dentro da mesma aldeia.

Apesar do galopante desprezo por costumes e tradições... por estas bandas a tradição ainda se mantém.
Não nos custa nada aceitar estas tradições como mais um apontamento etnográfico dos mitos e crenças sobre o 1º de Maio com maias...

26 de abril de 2011

Água para regar

Desde que nos instalamos aqui em Codeçais deparamos com a dificuldade da utilização de água para regar as culturas. Estamos a utilizar a água de um furo vertical que satisfaz as necessidades.
A propósito da água para regar, deveriamos utilizar uma água comum designada de "consortes" de uma nascente localizada a poucas dezenas de metros e que desde sempre passou aqui na propriedade através de um rego mas, há cerca de 20 anos que deixou de ser utilizada devido ao alargamento da estrada para Penamaior tendo ficado sob a estrada o entubamento e não consegue vencer o desnível existente.
Como não concordo que se abdique de utilizar um bem tão precioso, lá andei de picareta a tentar rasgar e limpar o antigo rego por onde ela passava para a encaminhar de novo. Remédio santo. Os outros dois interessados apareceram a manifestar que também eles querem voltar a beneficiar da água!
Malandrecos, até agora não se importaram, simplesmente deixaram de a utilizar, enfim, acho bem. Vamos ver se também se chegam para os trabalhos que são necessários.
Na verdade aquilo que pretendia escrever era sobre o nosso tanque que está a ser construído e não sobre a água de consortes que surgiu a talho de foice...
Optamos por utilizar argolas de cimento recusando assim o formato tradicional, que implicava custos maiores. Por outro lado o acesso para as crianças é mais dificil, desviando-as da tentação de passar as mãos na água... Cada argola tem 1,50m de diâmetro por 0,50m de altura, a que deve corresponder, na totalidade, um armazenamento de pouco mais de 7.000 litros.

20 de abril de 2011

Vamos lá multiplicar plantas...

... com hormonas de enraízamento. Pois, mas não só, também com milho.
Estive à espera pelas hormonas em gel mais de dois meses, mas parece haver dificuldade na sua obtenção (  informação dada pela casa onde habitualmente compro certos produtos para a "Horta") e tive de optar por produto semelhante em líquido.
Como o tempo virou para chuva ( que bom!!!), ontem comecei a dedicar-me à tarefa de multiplicar algumas plantas, nomeadamente o buxo comum, a fotínia e o louro cerejo, sobretudo para fazer sebes - são espécies que parece pegarem razoavelmente bem por estaca mas mesmo assim optei pela utilização das hormonas -, e também duas variedades de camélias.

Até aqui tudo bem, só que no entretanto o Joaquim Abílio fez-se "aparecido" com os seus montões de conhecimentos práticos e opinativos.
E diz ele, "p'ra quê usar as modernices parecidas com água de borras de café quando pode usar outra coisa e mais barata?" Então diz-me lá, interrogo-o eu. -" Olhe com grãos de milho, assim" e exemplificou.

Optei pelas duas maneiras.
Vamos ver os resultados.

Mas o desconcertante Joaquim Abílio não ficou por aqui. Diz ele, " no Campo do Fundo tenho lá um bom talhão de nabos, bonitos, grandes como nunca tive antes; posso pedir uma coisa?" Sim, diz lá.  "Use os seus pinceis e faça um rabisco deles p'ra mim."
Por este pedido não estava à espera. Aceitei o desafio. Um dia destes mostro neste blog.

16 de abril de 2011

Domingo de ramos e o pé de couve em flor

Domingo de ramos, dia em que os afilhados levam o ramo aos padrinhos para lembrar o folar... que a Páscoa já vem perto.
Mas há um outro " ramo ", o pé de couve em flor que em tempos era usual oferecer, neste dia, às moças solteiras descomprometidas; mas não só a elas, também por brincadeira às tias solteironas.
Esta tradição do ramo do pé de couve, cá em Monte Córdova e aldeias ao redor conta-se de forma breve.

A primeira condição: - arranjar um pé de couve em flor e quanto maior melhor. Depois, os rapazes interessados em " meter conversa " com determinada moçoila aproveitavam esta oportunidade para neste dia lhes entregar - pôr o ramo - em mão, no fim da missa ; nos casos em que tal não era possível porque muitas vezes elas estavam acompanhadas dos pais, prazenteiramente eles colocavam-nos ao portão da casa dela.
Em resultado desta atitude de " pôr o ramo "muitos namoros e casamentos vieram a acontecer.
Como brincadeira, pois era disso mesmo que se tratava, os rapazes mais atrevidotes " levavam o ramo " às solteironas, preferencialmente mulheres com quem a beleza nada quiz,  para gáudio de outros que ficavam à distancia a apreciar a reação da visada.
Estamos a falar de um costume que durou muitos e muitos anos aqui em Monte Córdova, terra de gente rude, esforçada e de trabalho, típica de um Portugal de outros tempos, terra com trechos encantadores criados pela natureza,sobretudo aqueles que o rio Leça cavou por entre a rudeza da penedia e dos fraguedos.
É mais um apontamento etnográfico neste alfobre de usos e costumes de Monte Córdova. 

5 de abril de 2011

Corre, corre cabacinha, corre...

- Nestes dias de Abril tem estado tanto calor que não sei se deva preparar já algumas sementeiras de abóboras, dizia eu para o Joaquim Abílio, o companheiro - que pouco ajuda, diga-se - nos afazeres cá da Horta.
Subitamente, disparou da minha beira deixando-me a falar sozinho. Tal e qual. Levou-me a pensar: - fala-se em trabalho e... desaparece, talvez a secura o tenha levado a molhar as goelas em vinho, como sempre faz. Coitado, sabe-se lá a razão porque se refugia no álcool!!!
Mas não, pouco depois regressou com uma cabaça na mão.
- Tome lá, não se esqueça de semear também destas, agitando bem a cabaça como se fosse uma maraca para se ouvir bem o conteúdo das pevides.
No imediato me fez lembrar o conto tradicional, a história que fala de uma velha que para fugir ao lobo que se encontrava na floresta se meteu na cabacinha... histórias, histórias que nos povoava a cabecita há muito tempo atrás. Quantos se lembrarão desta lengalenga:                                      "não vi velha nem velhinha/ não vi velha nem velhão.
                     Corre, corre cabacinha, /corre, corre cabação".

Bem, mas a cabaça não é só história. Em tempos que já lá vão,  as pessoas nos meios rurais usavam a cabaça  para guardar a água que levavam com elas para os trabalhos do campo e com vinho para as romarias. Atualmente fazem apenas parte do folclore como memória etnográfica.

28 de março de 2011

Cabritinha... no telhado

 - Olha o "diacho" da cabritinha p'ró que lhe havia de dar!
Ouvi assim, sem mais. Alonguei o olhar para o sítio mais improvável e lá estava ela, a cabritinha, no telhado do anexo a cheirar demoradamente a chaminé.
Não, não foi difícil lá chegar, aproveitou o desnível do terreno e com um pequeno salto lá conseguiu chegar onde chegou.

Recentemente a família cabresa do sr. Fernando aumentou com o nascimento de dois filhotes. Para além de serem uma ternura é divertido vê-los em correrias, aos pinotes e em pequenas lutas ( as brincadeiras da idade).

O mundo da cabritada.
Mas não se diga que entre iguais não há respeito.
Nesta foto, o olhar atento da mãe cabra desafia o que para muitos humanos é frequentemente declinado.

16 de março de 2011

Ameixieiras em vantagem

Ainda não é possível dizer a percentagem de sucesso da plantação do nosso pomar, mas... já há sinais visíveis e as ameixieiras levam vantagem, pois para além da muita floração é notório o seu desenvolvimento para árvores de cerca de 2 anos; os damascos também estão na corrida e os pessegueiros logo atrás. Menos desenvolvidas estão as cerejeiras... resta aguardar.
Daqui a algumas semanas já podemos contabilizar os resultados relativamente a todas as variedades de fruteiras.