... e deixaram-na entregue aos lavradores da primeira aldeia que toparam. A aldeia demorava às abas do Monte Córdova, serra que se empina e ondeia com as fragosissimas encostas até à vila de Santo Tirso.
In A Bruxa de Monte Córdova, pp 178-Camilo Castelo Branco

14 de junho de 2011

Estrume de cavalo

Estamos sempre a aprender! Lá diz o ditado...
Fomos buscar umas cargas de estrume de cavalo ao picadeiro do amigo Julio Pinheiro e estavamos a fazer a amontoa do estrume separando com manga de plástico a cama feita de serradura sem palha quando aparece  o Joaquim Abílio. Tinha de ser. Para não variar lá foi sentenciando em jeito de mestre de lavoura que o estrume de cavalo é bom, mas o de coelho é ainda melhor, disse.
Ficamos um pouco embasbacados com o desplante sentencioso despropositado, mas mexer os braços ou dobrar as costas... nada, não é com ele.
Perante o nosso silêncio, lá continuou  em tom de quem não tem dúvidas. - O estrume de cavalo tem de ser muito bem curtido, aí coisa de mais ou menos um ano e se o estrume da cama tiver palha é mais depressa. Depois, quando se deitar na terra deve-se desfazer com água.

Bem, reconheço que não tenho experiência na utilização deste tipo de estrume e tenho dúvidas se o Joaquim Abílio terá razão nessa coisa de desfazer com água antes de deitar à terra. O nosso  amigo JP que nos arranjou o estrume, aconselhou a utilizá-lo depois de bem curtido, simplesmente espalhando-o na terra.
É dos books que, este tipo de estrume é considerado um fertilizante e traz melhoramentos às características físicas e químicas do solo.
Perante tudo isto, lanço um desafio aos amigos visitantes que queiram dar a sua opinião, partilhando experiências...

2 de junho de 2011

Coruja bebé

Não fosse o mero acaso de o Manuel ter "topado" com esta coruja bebé meio escondida na vegetação e... abordar num post o assunto sobre corujas era algo que não me ocorreria.  Mesmo assim, não sei se é assunto que mereça grande atenção porque a Coruja não é uma ave que atraia muita predileção, bem pelo contrário, ave nocturna que pelos sons que emite, diz o  povo, é uma ave agoirenta.
O seu  huu... huhuhuhuuuu...hu, guincho longo e trémulo, não será das melhores melodias para serem ouvidas em noites de insónia, ou para nos acompanhar a altas horas da noite em locais mal iluminados, mas cada ser tem a voz que o criador lhe deu!
Esta coruja bebé, certamente, não terá resistido à tentação da vertigem radical do seu batismo de voo planado e ... pumba, só parou no chão.
Deixá-la no local onde foi encontrada - eventualmente ser alimentada ou não pela fêmea -  certamente seria um alvo fácil de qualquer outro animal predador  e, nessa conformidade, porque julgamos ser uma das espécies protegidas, sugerimos ao seu achador dar conhecimento ao SEPNA da GNR.

ps: julgo tratar-se de uma coruja-do-mato (strix aluco) e que me perdoem os especialistas se para tanto estiver errado

31 de maio de 2011

Agradecer... com cerejas

... enquanto é tempo porque não somos donos do tempo e a vida passa ligeira, a correr, a correr!
Até parece uma missiva de mau presságio mas oxalá não seja. Decorreu  o mês de Maio sem colocar nada de novo no blog, não que a razão tenha sido falta de assunto mas sim , porque a dita "vida" se lembrou de  nos condicionar com imponderáveis e, agora - ao contrário dela - caminhamos numa recuperação algo  lenta.
Agradecer é o mínimo que posso e devo fazer a todos os  amigos que visitam este blog, muito particularmente  a Eugénia - Horticasa; Antónia e João - Quinta das Mogas; Maria Costa - Quinta da Ribeira; Ana Ramon - Paixão dos Sentidos; Ana Maria B. - O Jardineiro Amador; Cristina Reb- As Minhas Plantas;  Rui Esteves; PituxaSilva; mORFeu; Nuno Aleixo; Antónia Guerra; Kastanon; Allpe;Joaquim Nascimento ( ai, está a faltar alguém...)
Cerejas,doçura da terra (óleo s/ tela original de António Assunção)
A chamada blogosfera tem esta coisa fantástica de gerar afinidades de interesses entre as pessoas mesmo sem conhecimento pessoal.


O agradecimento é extensivo ao blogs: Bolbos em Flor, Cerrado do Moínho, Lavourablog; AMES-Projecto Hortas Pedagógicas, Quinta do Sargaçal, Quinta Nemus, Terramanhada , que sigo com regularidade e com os quais também se aprende... e muito

1 de maio de 2011

Giestas... a tradição do burro maio

O assunto de hoje não tem nada de novo mas a tradição por estas bandas ainda carrega o peso de muitos maios às portas e janelas. E o exemplo de semelhante tradição está no nosso portão florido, pela manhã, com um pé de giesta amarela. 
Porquê? - pela tradição. Por quem? - suspeitamos. Seja como for agradecemos o gesto.
Aqui a tradição impõe a colocação do raminho de giestas  no primeiro dia de Maio para impedir que o burro (leia-se diabo em forma de asno) não dê coices nas portas.
Como surgiu a tradição de colocar nas portas e janelas das casas e nas cortes do gado pequenos ramos de giestas amarelas no primeiro dia de Maio?
Contam-se muitas histórias e estórias sobre as razões e as origens deste costume tão antigo em quase todo o País, variando, muitas vezes, de lugar para lugar dentro da mesma aldeia.

Apesar do galopante desprezo por costumes e tradições... por estas bandas a tradição ainda se mantém.
Não nos custa nada aceitar estas tradições como mais um apontamento etnográfico dos mitos e crenças sobre o 1º de Maio com maias...

26 de abril de 2011

Água para regar

Desde que nos instalamos aqui em Codeçais deparamos com a dificuldade da utilização de água para regar as culturas. Estamos a utilizar a água de um furo vertical que satisfaz as necessidades.
A propósito da água para regar, deveriamos utilizar uma água comum designada de "consortes" de uma nascente localizada a poucas dezenas de metros e que desde sempre passou aqui na propriedade através de um rego mas, há cerca de 20 anos que deixou de ser utilizada devido ao alargamento da estrada para Penamaior tendo ficado sob a estrada o entubamento e não consegue vencer o desnível existente.
Como não concordo que se abdique de utilizar um bem tão precioso, lá andei de picareta a tentar rasgar e limpar o antigo rego por onde ela passava para a encaminhar de novo. Remédio santo. Os outros dois interessados apareceram a manifestar que também eles querem voltar a beneficiar da água!
Malandrecos, até agora não se importaram, simplesmente deixaram de a utilizar, enfim, acho bem. Vamos ver se também se chegam para os trabalhos que são necessários.
Na verdade aquilo que pretendia escrever era sobre o nosso tanque que está a ser construído e não sobre a água de consortes que surgiu a talho de foice...
Optamos por utilizar argolas de cimento recusando assim o formato tradicional, que implicava custos maiores. Por outro lado o acesso para as crianças é mais dificil, desviando-as da tentação de passar as mãos na água... Cada argola tem 1,50m de diâmetro por 0,50m de altura, a que deve corresponder, na totalidade, um armazenamento de pouco mais de 7.000 litros.

20 de abril de 2011

Vamos lá multiplicar plantas...

... com hormonas de enraízamento. Pois, mas não só, também com milho.
Estive à espera pelas hormonas em gel mais de dois meses, mas parece haver dificuldade na sua obtenção (  informação dada pela casa onde habitualmente compro certos produtos para a "Horta") e tive de optar por produto semelhante em líquido.
Como o tempo virou para chuva ( que bom!!!), ontem comecei a dedicar-me à tarefa de multiplicar algumas plantas, nomeadamente o buxo comum, a fotínia e o louro cerejo, sobretudo para fazer sebes - são espécies que parece pegarem razoavelmente bem por estaca mas mesmo assim optei pela utilização das hormonas -, e também duas variedades de camélias.

Até aqui tudo bem, só que no entretanto o Joaquim Abílio fez-se "aparecido" com os seus montões de conhecimentos práticos e opinativos.
E diz ele, "p'ra quê usar as modernices parecidas com água de borras de café quando pode usar outra coisa e mais barata?" Então diz-me lá, interrogo-o eu. -" Olhe com grãos de milho, assim" e exemplificou.

Optei pelas duas maneiras.
Vamos ver os resultados.

Mas o desconcertante Joaquim Abílio não ficou por aqui. Diz ele, " no Campo do Fundo tenho lá um bom talhão de nabos, bonitos, grandes como nunca tive antes; posso pedir uma coisa?" Sim, diz lá.  "Use os seus pinceis e faça um rabisco deles p'ra mim."
Por este pedido não estava à espera. Aceitei o desafio. Um dia destes mostro neste blog.

16 de abril de 2011

Domingo de ramos e o pé de couve em flor

Domingo de ramos, dia em que os afilhados levam o ramo aos padrinhos para lembrar o folar... que a Páscoa já vem perto.
Mas há um outro " ramo ", o pé de couve em flor que em tempos era usual oferecer, neste dia, às moças solteiras descomprometidas; mas não só a elas, também por brincadeira às tias solteironas.
Esta tradição do ramo do pé de couve, cá em Monte Córdova e aldeias ao redor conta-se de forma breve.

A primeira condição: - arranjar um pé de couve em flor e quanto maior melhor. Depois, os rapazes interessados em " meter conversa " com determinada moçoila aproveitavam esta oportunidade para neste dia lhes entregar - pôr o ramo - em mão, no fim da missa ; nos casos em que tal não era possível porque muitas vezes elas estavam acompanhadas dos pais, prazenteiramente eles colocavam-nos ao portão da casa dela.
Em resultado desta atitude de " pôr o ramo "muitos namoros e casamentos vieram a acontecer.
Como brincadeira, pois era disso mesmo que se tratava, os rapazes mais atrevidotes " levavam o ramo " às solteironas, preferencialmente mulheres com quem a beleza nada quiz,  para gáudio de outros que ficavam à distancia a apreciar a reação da visada.
Estamos a falar de um costume que durou muitos e muitos anos aqui em Monte Córdova, terra de gente rude, esforçada e de trabalho, típica de um Portugal de outros tempos, terra com trechos encantadores criados pela natureza,sobretudo aqueles que o rio Leça cavou por entre a rudeza da penedia e dos fraguedos.
É mais um apontamento etnográfico neste alfobre de usos e costumes de Monte Córdova. 

5 de abril de 2011

Corre, corre cabacinha, corre...

- Nestes dias de Abril tem estado tanto calor que não sei se deva preparar já algumas sementeiras de abóboras, dizia eu para o Joaquim Abílio, o companheiro - que pouco ajuda, diga-se - nos afazeres cá da Horta.
Subitamente, disparou da minha beira deixando-me a falar sozinho. Tal e qual. Levou-me a pensar: - fala-se em trabalho e... desaparece, talvez a secura o tenha levado a molhar as goelas em vinho, como sempre faz. Coitado, sabe-se lá a razão porque se refugia no álcool!!!
Mas não, pouco depois regressou com uma cabaça na mão.
- Tome lá, não se esqueça de semear também destas, agitando bem a cabaça como se fosse uma maraca para se ouvir bem o conteúdo das pevides.
No imediato me fez lembrar o conto tradicional, a história que fala de uma velha que para fugir ao lobo que se encontrava na floresta se meteu na cabacinha... histórias, histórias que nos povoava a cabecita há muito tempo atrás. Quantos se lembrarão desta lengalenga:                                      "não vi velha nem velhinha/ não vi velha nem velhão.
                     Corre, corre cabacinha, /corre, corre cabação".

Bem, mas a cabaça não é só história. Em tempos que já lá vão,  as pessoas nos meios rurais usavam a cabaça  para guardar a água que levavam com elas para os trabalhos do campo e com vinho para as romarias. Atualmente fazem apenas parte do folclore como memória etnográfica.

28 de março de 2011

Cabritinha... no telhado

 - Olha o "diacho" da cabritinha p'ró que lhe havia de dar!
Ouvi assim, sem mais. Alonguei o olhar para o sítio mais improvável e lá estava ela, a cabritinha, no telhado do anexo a cheirar demoradamente a chaminé.
Não, não foi difícil lá chegar, aproveitou o desnível do terreno e com um pequeno salto lá conseguiu chegar onde chegou.

Recentemente a família cabresa do sr. Fernando aumentou com o nascimento de dois filhotes. Para além de serem uma ternura é divertido vê-los em correrias, aos pinotes e em pequenas lutas ( as brincadeiras da idade).

O mundo da cabritada.
Mas não se diga que entre iguais não há respeito.
Nesta foto, o olhar atento da mãe cabra desafia o que para muitos humanos é frequentemente declinado.

16 de março de 2011

Ameixieiras em vantagem

Ainda não é possível dizer a percentagem de sucesso da plantação do nosso pomar, mas... já há sinais visíveis e as ameixieiras levam vantagem, pois para além da muita floração é notório o seu desenvolvimento para árvores de cerca de 2 anos; os damascos também estão na corrida e os pessegueiros logo atrás. Menos desenvolvidas estão as cerejeiras... resta aguardar.
Daqui a algumas semanas já podemos contabilizar os resultados relativamente a todas as variedades de fruteiras.

12 de março de 2011

Petição a favor do Sobreiro árvore nacional

Nós também estamos a favor.
Defender o Sobreiro, sim. Já que os "donos" do poder são pouco sensíveis aos verdadeiros interesses da nação...ou apenas se desinteressam por colidir com os seus interesses.
Acha bem? Então subscreva aqui: http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=sobreiro

4 de março de 2011

Plantar morangos...

... em dia com nuvens e pouco sol.
Parece ser esta a recomendação dos entendidos no assunto, que não é o nosso caso. Há dias atrás compramos alguns atados de morangos remontantes de raíz nua e porque as previsões meteorológicas assim o indicavam esperamos  e escolhemos este dia para plantar os morangos.
Enquanto se procedia à preparação dos camalhões, procedeu-se ao corte das raízes mais compridas por forma a serem plantados os pés sem dobrar as raízes, funcionando assim, entre outras razões, também como que uma pequena desinfeção de microorganismos parasitas.
Em função dos camalhões, plantamos 12 plantas/m2 e utilizamos como estrumação a compostagem caseira.
Para minimizar os problemas com as ervas daninhas utilizamos a vulgar manga de plástico.
Agora vamos esperar pelos resultados a partir de Maio até ao Verão.
Temos um problema,  ou talvez não, ignoramos a variedade apenas porque nos esquecemos de perguntar.

28 de fevereiro de 2011

Obras, obras e mais obras....

... com os tranqueiros em destaque.
Já lá vão os dias de chuva e nestes últimos dias o tempo tem corrido de feição para as obras que continuam aqui pela "Horta". Está tudo num rebuliço tremendo e já quase não identificamos a atualidade com quase tudo o que encontramos quando cá chegamos em setembro passado.
Neste momento a desordem causada pelas obras é mais visível na  Leira das  Pedras devido à construção dos pilares para o portão de acesso e à vala para a colocação dos cabos da electricidade e tubagens diversas.
Bem, o objectivo deste post não é propriamente falar das obras mas, isso sim, dos tranqueiros. Que é isso?  Nesta região chama-se tranqueiros aos pilares que servem de sustentação aos portões maiores ou principais das casas agrícolas. 
Consultando o dicionário, verificamos que o termo tranqueiro traduz outra coisa completamente diferente. A  resposta está na Etnografia e na riqueza da sabedoria popular, ou seja, os tranqueiros servem para segurar as trancas das portas. Certo, nem mais.
A diferença é que já não se usam trancas nas portas. Esses tempos já lá vão, todo o cuidado e cautela nunca é demais.

20 de fevereiro de 2011

Camélias em exposição

Soubemos ontem que estava patente a IX Exposição de Camélias, no Museu Abade Pedrosa, em Santo Tirso. Ao fim da manhã de hoje, domingo, deslocamo-nos até ao local do evento e sofremos uma grande desilusão pois encontrava-se encerrado da parte de manhã. Aliás não fomos os únicos, pois encontramos um grupo de 5 cidadãos espanhóis oriundos de Villa Garcia de Arousa que se deslocaram para admirar as variedades e a beleza destas flores de inverno.
Soubemos posteriormente que o horário era das 14 às 18 horas, ontem e hoje. Despertou-nos a curiosidade um artístico conjunto de arranjos florais dispostos na entrada do local a chamar a atenção de tal exposição.
Curto ou suficiente este horário ao público? Escusamo-nos de comentar, até porque já fizemos parte da organização em algumas exposições anteriores, nomeadamente em 1995 ( I Exposição), 1997 (II Exposição) e 2003 (V Exposição) devido às funções desempenhadas em colectividades filatélicas  e de coleccionismo que organizaram essas exposições, sendo produzidos carimbos filatélicos comemorativos alusivos a tais eventos e que reproduzimos um desses carimbos.
Apreciamos muito as camélias e estamos aos poucos a reunir algumas variedades para as instalar aqui na "Horta". Alguns exemplares envasados que trouxemos do " Cordão da Granja " - e que para lá tínhamos levado em 2010- estão a aguardar a decisão quanto ao local para serem plantados. São produto de enxertias das existentes no Mosteiro de S. Bento, variedades antigas de camélias portuguesas e de camélias híbridas ( 3 exemplares ) obtidas por semente.
A propósito e não sendo nenhum especialista mas apenas um admirador desta magnifica flor, não deixo de dar à estampa o que vem escrito nos books: -" Reprodução: Só se semeia a camélia na esperança de obter variedades novas, o que muitas vezes se consegue. A estaca, o mergulho e a enxertia são os meios de propagação mais usados (...) não criando todavia raízes senão ao fim de dois anos.


7 de fevereiro de 2011

Semear batata

Já vai sendo tempo de semear a batata.
Já? - parece-me estar a ouvir.
Sim, o tempo tem estado de feição, apesar do calor durante o dia, embora as temperaturas nocturnas aconselhem alguma contenção, por fazer bastante frio.
Seja como for e seja o que for que venha a acontecer já procedemos hoje  à sementeira de parte da área destinada a este cultivo.
O Paulo no trator procedeu à preparação do terreno para a batata da variedade Kennebec, importada da Dinamarca que adquirimos na Cooperativa dos Agricultores de Santo Tirso.
A variedade Desirée será semeada lá por Março adiante...
 Claro que o desconcertante Joaquim Abílio - em estado sóbrio, coisa pouco habitual nele - lá foi avisando: - " batata semeada no cedo, é de ter medo". Aqui está toda a força da etnografia com os seus ditados!!!

Seja como for, é normal nesta região proceder-se ao plantio cedo da batata. E é esta a razão de ser deste post, ou seja, transmitir um pouco da experiência. Se porventura ocorrer geada no abrolhamento da batata queimando-o, deve-se recobrir a batata com terra por forma a que volte a rebentar de novo.

Kennebec: variedade semi–precoce de pele branca e polpa branca, com forma oval, oblonga. Produções altas, boa para armazenamento e pode ser utilizada em culinária de todas as formas. 

21 de janeiro de 2011

A tristeza de decepar... uma cepa

Não, não foi apenas uma, foram várias, mas era inevitável. Mas que causou tristeza e custou imenso fazê-lo, lá isso custou, acreditem.

A chuva ausentou-se estes dias destas paragens e há que aproveitar para tratar da vinha.
Em Setembro passado já tinhamos feito a estimativa das cepas de vinho "americano" a abater.
Uma quantidade apreciavel estava em estado deplorável, de décadas ao Deus-dará e muito velhas, para além de mal situadas na extrema de um combro que nos dificultava bastante....

Esta selecção e abate vai permitir-nos tratar de erguer e substituír alguns esteios derreados ou partidos bem como a substituição de alguma aramagem por estar apodrecida.



A maior dificuldade está em arranjar pessoal
experiente neste tipo de trabalho, caso contrário
teremos de nos tornar especialistas à força, e
quanto antes, enquanto as vides não começam
a "puxar" como por aqui se diz, ou seja, enquanto
está em repouso vegetativo. Aliás, a poda também
não pode esperar mais tempo.